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Justiça mantém preso pastor acusado de matar ex-mulher durante aniversário do filho em Americana

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13 de Outubro de 2026 às 18:19
4 min de leitura
Justiça mantém preso pastor acusado de matar ex-mulher durante aniversário do filho em Americana

Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva. Vítima de 43 anos possuía medida protetiva e já havia denunciado o ex-companheiro por violência doméstica.

A Justiça de São Paulo determinou a manutenção da prisão de Jonatã de Jesus Batista, de 40 anos, suspeito de assassinar a ex-mulher, Jeane Cristina Mattes, de 43 anos, a facadas durante a comemoração do aniversário de 15 anos do filho mais velho do casal, em Americana.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a prisão em flagrante foi convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada na segunda-feira (12).

O crime aconteceu no domingo (11), em uma residência no Loteamento Mantovani, e foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio.

VÍTIMA JÁ TINHA MEDIDA PROTETIVA CONTRA O EX-MARIDO

Jeane possuía uma medida protetiva contra Jonatã, que já havia sido preso anteriormente por violência doméstica contra ela.

Segundo informações da investigação, o homem havia permanecido preso por aproximadamente dois meses e foi colocado em liberdade em setembro.

Apesar do histórico de agressões e da medida judicial de proteção, a mulher foi até a residência onde acontecia a comemoração do aniversário do filho mais velho.

Durante a confraternização, Jonatã atacou a ex-companheira com uma faca.

Jeane sofreu sete golpes, quatro deles na região do tórax, e morreu em consequência dos ferimentos.

O casal, que manteve um relacionamento de aproximadamente 16 anos, tinha dois filhos, de 15 e 8 anos.

SUSPEITO FOI CONTIDO ATÉ A CHEGADA DA POLÍCIA

Após o ataque, Jonatã foi imobilizado por pessoas que estavam no local até a chegada da Polícia Militar.

Ele foi encaminhado para atendimento médico e posteriormente apresentado à autoridade policial, permanecendo preso em flagrante.

O suspeito se identificava como pastor itinerante nas redes sociais, onde publicava vídeos de cultos e mensagens religiosas.

A Igreja Manjedoura de Cristo informou publicamente que Jonatã não mantinha vínculo com a instituição desde março de 2024.

O QUE SIGNIFICA A CONVERSÃO EM PRISÃO PREVENTIVA?

A decisão tomada na audiência de custódia significa que Jonatã permanecerá preso cautelarmente enquanto o processo segue seu curso, salvo eventual decisão judicial posterior que modifique a medida.

A prisão preventiva não representa condenação antecipada.

Trata-se de uma medida cautelar que exige fundamentos legais específicos, como a proteção da ordem pública, a conveniência da instrução criminal ou a garantia da aplicação da lei penal, conforme os requisitos previstos no Código de Processo Penal.

Os fundamentos específicos utilizados pelo juiz no caso dependem da análise da decisão judicial.

CASO LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE A PROTEÇÃO À VÍTIMA

O assassinato de Jeane chama atenção para uma sequência de acontecimentos que merece esclarecimento das autoridades.

O suspeito já havia sido preso por violência doméstica, a vítima possuía medida protetiva e, poucas semanas após a soltura do ex-companheiro, acabou assassinada.

Entre os pontos que ainda precisam ser esclarecidos estão as condições estabelecidas para a liberdade concedida anteriormente, a fiscalização da medida protetiva e a existência de eventuais registros de novas ameaças.

A análise desses fatos é necessária para verificar se houve descumprimento de determinações judiciais ou falhas específicas nos mecanismos de proteção.

FEMINICÍDIO DEIXA DOIS FILHOS SEM A MÃE

Jeane foi sepultada na segunda-feira (12), no Cemitério Gramado, em Americana.

O assassinato, ocorrido durante a comemoração do aniversário do filho adolescente, deixou duas crianças sem a mãe e provocou repercussão na região.

Com a conversão da prisão em flagrante em preventiva, Jonatã continuará à disposição da Justiça enquanto prosseguem os procedimentos de investigação e responsabilização criminal.

O caso reforça a necessidade de investigar não apenas as circunstâncias do feminicídio, mas também o histórico de violência que antecedeu o assassinato e a efetividade das medidas destinadas à proteção da vítima.

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Fonte: G1 Campinas e Região; Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP); Polícia Civil de São Paulo.

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