Cabo Frio inaugura casa de acolhimento para mulheres vítimas de violência
Casa de acolhimento foi inaugurada nesta segunda para atender mulheres vítimas da violência em Cabo Frio Prefeitura de Cabo Frio Cabo Frio , na Região dos Lagos do Rio, inaugurou, nesta segunda-feira (31), a Casa de Acolhimento Provisório de Curta Duração (CAP), destinada a mulheres em situação de violência que precisam deixar temporariamente o agressor ou o ambiente onde estão sendo ameaçadas. O endereço da unidade é mantido em sigilo por questões de segurança. O serviço integra a Secretaria Municipal de Políticas Públicas para as Mulheres e teve o funcionamento regulamentado pela Portaria nº 001/2026, publicada no Diário Oficial do Município na última quarta-feira (26). A unidade passa a fazer parte da rede municipal de enfrentamento à violência contra a mulher. 📱Siga o canal do g1 Região dos Lagos no WhatsApp Agora no g1 Acesso será feito por encaminhamento dos CEAMs As mulheres não poderão procurar diretamente a casa de acolhimento. A entrada será realizada exclusivamente por encaminhamento dos Centros Especializados de Atendimento à Mulher (CEAMs), após uma avaliação técnica de cada situação. Para definir a necessidade de acolhimento, as equipes deverão considerar fatores como o histórico e o tipo de violência, ameaças sofridas, existência de medidas protetivas, possibilidade de o agressor localizar a vítima, presença de filhos ou outros dependentes e demais circunstâncias relacionadas ao risco. Segundo a secretária municipal de Políticas Públicas para as Mulheres, Alexandra Codeço, a unidade foi criada para atender casos em que a mulher precisa ser retirada do ambiente de violência. “Há situações em que orientar e acompanhar não é suficiente. A mulher precisa, antes de tudo, estar em um lugar seguro, distante de quem representa uma ameaça. A Casa de Acolhimento nasce para oferecer essa proteção imediata, com sigilo, cuidado e acompanhamento profissional, enquanto construímos, junto com cada mulher, caminhos para que ela possa seguir em segurança e com autonomia”, afirmou. Permanência inicial será de até 72 horas A CAP receberá mulheres com 18 anos ou mais que estejam em situação de violência e necessitem de afastamento temporário. Filhos e outros dependentes também poderão permanecer na unidade, de acordo com a capacidade disponível e a avaliação de cada caso. O acolhimento será provisório. Pela regulamentação, a permanência inicial será de até 72 horas. O prazo poderá ser prorrogado excepcionalmente após avaliação técnica, considerando o risco enfrentado, as necessidades da mulher e a disponibilidade de uma alternativa segura para o encaminhamento. Durante a permanência, cada mulher terá um Plano de Proteção e Acompanhamento individualizado. O atendimento poderá incluir assistência social e psicológica, orientação jurídica e encaminhamento para serviços de saúde, emissão de documentos, benefícios e programas sociais, educação, trabalho e geração de renda. A unidade também deverá atuar de forma integrada aos CEAMs e aos demais serviços que fazem parte da rede de proteção do município. Além de manter a localização da casa em sigilo, a regulamentação estabelece que informações sobre as mulheres acolhidas, profissionais e rotina da unidade sejam tratadas de forma confidencial. Também estão previstas medidas para evitar que informações ou dispositivos eletrônicos permitam identificar a localização das mulheres durante o período de acolhimento. Agosto Lilás A abertura da unidade ocorreu no último dia do Agosto Lilás, campanha de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. Durante o mês, Cabo Frio realizou rodas de conversa, atividades educativas, ações de orientação e acolhimento, Blitz Maria da Penha, ações sociais, atividades de defesa pessoal e esportivas, além da divulgação dos serviços disponíveis para mulheres vítimas de violência. “Encerrar o Agosto Lilás colocando em funcionamento um serviço permanente de proteção dá ainda mais significado a tudo o que discutimos durante o mês. A campanha termina, mas o enfrentamento à violência precisa acontecer todos os dias. Nosso objetivo é fortalecer uma rede que consiga acolher a mulher desde o primeiro pedido de ajuda e acompanhá-la até que ela tenha condições seguras para reconstruir a própria vida”, disse Alexandra Codeço.
Leia também